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Segredos para redensificar a pele depois da menopausa

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Sabia que a pele perde densidade na menopausa? Apresentamos-lhe aqui diferentes formas de redensificá-la com cosmética e medicina estética.




Apesar de ser uma preocupação de sempre, apenas há uns vinte anos se começou a falar do que acontece à pele ao chegar a menopausa. Afirmar que com o tempo a pele fica mais fina foi a conclusão mais importante a que se chegou, uma vez que, além de outros sinais da idade – como manchas, perdas de firmeza, rugas e falta de luminosidade –, era algo que se intuía,  mas que não se terminava de dar um nome.

Quando os primeiros laboratórios começaram a investigar este conceito de perda de densidade (adiante explicaremos porque ocorre e como atenuá-la) fizeram-no utilizando um truque usado pelos dermatologistas: as rugas do sono e o seu lento ou rápido desaparecimento. Pode fazer o teste na sua própria cara enquanto lê este texto.

O que propunham – e propõem hoje em dia – é responder a esta pergunta: quanto demora a pele a eliminar as marcas deixadas pela almofada na sua cara? Quanto mais tempo demorar, mais fina está a sua pele. Estas marcas, que costumam desaparecer ainda antes de desligar o despertador quando somos jovens, precisam de vários cafés para se eliminarem à medida que nos aproximamos dos 50.

E dizemos 50 por uma forma simplificada de falar já que, como sabe, enquanto o período não faltar durante um ano seguido não se estabelece que a menopausa chegou para ficar. Mas a pele pode começar a sofrer alterações a partir da perimenopausa, a fase de transição, que pode durar até quatro ou cinco anos.

Já escrevemos noutras ocasiões sobre o que acontece à pele na menopausa. Hoje vamos forcar-nos no facto de com a mudança hormonal, a pele ficar mais frágil, fina e perder elasticidade, especialmente na zona do pescoço, da mandíbula e nas bochechas.

“A pele fica fina”

O que significa a pele ficar mais fina, perder densidade? É fácil de entender com esta comparação: imagine que a pele é um colchão no qual as fibras de colagénio e elastina são as molas que há no seu interior. Acabado de comprar, as molas são firmes e elásticas, mas com a passagem do tempo ficam mais fracas, torcem-se e o colchão deixa de ser mole e perde a forma.

Muito bem, na pela acontece algo similar. Como são os estrogénios que favorecem a criação de colagénio, com a diminuição da sua produção começa o processo de perda de densidade. Com menos colagénio (e de pior qualidade), e pele fica mais fina e débil como acontece com o colchão.

Soluções caseiras

Se com a idade vamos perdendo componentes cutâneos primordiais, devemos tentar repô-los com a nossa rotina cosmética diária. Não devemos dar nada por perdido.

“65-70% das mulheres tem a menopausa entre os 45 e os 55 anos. Apenas em 5-10% dos casos a menopausa acontece depois dos 55. Tendo em consideração que a esperança de vida da mulher nas sociedades desenvolvidas se situa nos 85 anos ou mais, o tempo que tem para viver a partir do fim da menstruação corresponde a mais de um terço da sua existência”, declara a Dra. Aurora Guerra, dermatologista e membro da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AECV). Assim, não podemos ficar paradas.

Uma pele com deficiência estrogénica (que causa uma menor espessura da derme e da epiderme) combate-se em duas frentes: diurna e noturna. Ou, o que é o mesmo, na proteção e na reparação.

Para o dia, aplique soros e cremes que contenham ingredientes nutritivos, humectantes e antioxidantes. O ácido hialurónico com alto peso molecular torna-se imprescindível para restaurar a elasticidade da pele. As vitaminas C e E são excelentes pelas suas propriedades antioxidantes.

Para a noite, recorra a cremes e soros com ingredientes que regenerem e redensefiquem. Como a menopausa e as suas alterações deixam a barreira lipídica débil, vulnerável e aberta a agressores externos, é conveniente usar ingredientes que melhorem a função barreira, como os probióticos. Também as ceramidas e o ácido hialurónico – juntos criam uma barreira forte – são básicos para evitar vermelhidões e desidratação. Em questões de reparação, os reis são o ácido retinóico e o ácido glicólico (como grandes estimuladores do colagénio).

Na consulta com o médico estético

O conceito “redensificação” está muito em voga e é definido como todo o tratamento que procura corrigir e prevenir o envelhecimento cutâneo, ativando as funções das células da pele de forma a obter melhorias na textura, na luminosidade, na elasticidade e na hidratação. As melhores técnica para isto são: laser fracionado, infiltrações de um ácido hialurónico específico e a emissão de ultrassons microfocados.

  • Laser fracionado: provoca uma série de microlesões induzidas de forma controlada que obrigam a pele a produzir mais colagénio de forma natural (como quando nos ferimos). Deste modo, obtém-se um rejuvenescimento global e um fortalecimento do suporte do colchão.
  • Infiltrações de ácido hialurónico: são microinjeções que se injetam em forma de leque entre a derme superficial e a derme intermédia. O que se injeta é um ácido hialurónico de alto peso molecular, não reticulado, praticamente igual ao que é gerado pelo nosso organismo. Não tem efeito volumizador, o que faz com as funções da pele sejam ativadas, produzindo mais colagénio e elastina e obtendo desta forma a desejada redensificação. Recomenda-se três sessões (separas entre si por vinte dias) e, apesar de se notarem resultados logo a partir da primeira injeção, melhoram com a repetição porque tem efeito acumulativo.
  • Lifting sem cirurgia: a energia ultrassónica microfocada, emitada por um dispositivo já usado por muitos médicos estéticos, é capaz de chegar às camadas mais profundas da pele, conseguindo renovar o colagénio. O resultado de uma sessão de 60 minutos é um rosto muito mais firme. É conhecido como o nosso lifting sem cirurgia e os seus resultados duram entre um ano a ano e meio.

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