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Preocupa-se em demasia? 5 conselhos para o deixar de fazer

Psicologia


Pensar em demasia no futuro
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Diz a própria palavra: preocupar-se é ocupar-se com antecedência. Quando é necessário adiantarmo-nos ao que possa estar para vir? Quando é melhor esquecer, ainda que por momentos? Damos-lhe as pistas.




Pensar no que pode acontecer no futuro é muitas vezes um dos nossos “desportos” favoritos. Há pessoas que vivem mergulhadas nas diferentes dificuldades que podem surgir no futuro, e outras, pelo contrário, preferem não o equacionar e viver o presente, evitando olhar ou prever qualquer contratempo futuro.

Como pode imaginar nem uma nem outra opção são as mais adequadas. Preocupar-se tem uma função positiva, que é “ocupar-se” antes que algo aconteça.

Não se preocupe, ocupe-se

Planear o futuro e antecipar possíveis dificuldades para nos podermos preparar para as enfrentar é perfeitamente saudável. O problema acontece quando passamos mais tempo no futuro que no presente, e deixamos que a nossa imaginação nos mostre em alta definição todo o mal que pode estar para vir.

Viver permanentemente com a nossa mente no dia de amanhã provoca um aumento da resposta de ansiedade e sentimentos de indefesa e insegurança. Isto pode fazer-nos mergulhar num estado de angustia e tristeza que acabem por ter consequências no nosso estado de saúde.

Deixe de se preocupar sem necessidade

Sabemos que travar as preocupações é difícil, por isso partilhamos estes 5 conselhos para que possa começar a praticar:

  • A chave para identificar quando é necessário preocupar-nos e quando devemos relativizar está na resposta à pergunta se o que nos preocupa é algo que nos podemos ocupar no momento. Quer dizer, podemos fazer algo hoje para solucionar a nossa preocupação ou para evitar que aconteça no futuro? Se a resposta é sim, ocupe-se, trace um plano. Se não está na sua mão, o melhor será dizer uma frase que ficou popular numa conhecida série norte-americana. “Atravessemos esse rio quando ali chegarmos”.
  • Aprenda a libertar a sua mente durante o dia. Quando não conseguir tirar da cabeça uma preocupação, tente adiá-la. Pode dizer a si mesmo: “vou ocupar-me disto no meu tempo reservado para me preocupar”. Defina uma hora diária em que dedicará 15 minutos a pensar nas suas preocupações. Assim conseguirá que o tempo dedicado a resolver as suas preocupações seja efetivo e não estará, deste modo, constantemente sumida nas emoções negativas que causam estes pensamentos ruminantes.
  • Mova-se. Mude de atividade ou postura. Quando estamos stressadas e preocupadas o nosso corpo sabe disso. Quando modificamos o nosso estado físico, a nossa mente também se move e muda de perspectiva.
  • Se tem uma preocupação importante que lhe está a custar gerir, partilhe-a pelo menos uma vez com alguém da sua confiança. Muitas vezes, pôr palavras no que nos inquieta ajuda-nos a perceber que tem menos importância da que pensávamos, ou a conseguirmos obter outro ponto de vista que nos ajude a reequacionar o problema.
  • Trace um plano. Pôr por escrito o que nos preocupa é uma forma muito efetiva de ordenar as nossas ideias. Isto vai permitir-nos ter uma visão global da situação, analisar possíveis soluções e, por último, entender o que está e o que não está na nossa mão resolver.
  • Utilize técnicas de mindfulness. Quando aprendemos a estar centradas no presente é mais fácil gerir as preocupações. Sente-se, feche os olhos e respire lentamente, usufruindo do momento presente e de tudo o que tem e a rodeia nesse instante.

Aprender a gerir os nossos pensamentos e preocupações é um treino e uma corrida de fundo. Acredite que será capaz!

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