Nas últimas décadas, a indústria dos produtos para a incontinência introduziu novos materiais, melhorias no design e avanços tecnológicos que privilegiam a discrição, a saúde da pele e a sustentabilidade. As inovações nos cuidados da incontinência têm permitido disponibilizar terapias fáceis de implementar e de personalizar.
Apresentamos-lhe algumas propostas particularmente interessantes. Contudo, como sempre, tudo deve ser feito sob rigorosa supervisão médica. O primeiro passo é informar-se e, depois, consultar um especialista para conhecer as melhores opções de tratamento, adaptadas a cada pessoa. Porque aquilo que resulta para uma pessoa pode não funcionar da mesma forma para outra. O médico será sempre a pessoa que melhor a poderá orientar, de acordo com os seus objetivos e necessidades.
Radiofrequência monopolar: para um melhor tónus muscular
A radiofrequência monopolar é uma técnica que utiliza energia térmica controlada para regenerar o colagénio e promover a firmeza dos tecidos vaginais. É particularmente indicada para mulheres com incontinência urinária ligeira ou moderada, uma vez que estimula os músculos do pavimento pélvico e melhora a firmeza, a irrigação sanguínea e a função vaginal. Os estudos mais recentes mostram que, com esta tecnologia, a frequência média das perdas de urina pode passar de duas a três vezes por semana para apenas uma vez por semana.
Radiofrequência bipolar: máxima precisão
A radiofrequência bipolar é um tratamento muito pouco invasivo que se destaca pela sua precisão e segurança. Ajuda a tonificar os músculos do pavimento pélvico e a fortalecer a uretra, contribuindo para reduzir as perdas involuntárias de urina. Utiliza energia térmica para estimular a remodelação dos tecidos e melhorar o controlo da bexiga, sem necessidade de incisões ou cirurgia. É utilizada sobretudo nos casos de incontinência urinária de esforço ligeira a moderada. Enquanto a radiofrequência monopolar utiliza um único elétrodo ativo, a bipolar recorre a dois elétrodos próximos, limitando a energia a zonas mais superficiais e proporcionando uma maior precisão.
Cadeira de estimulação eletromagnética: fortalecimento a todos os níveis
Este tratamento ajuda a fortalecer os músculos pélvicos sem contacto direto e sem causar desconforto. Em cada sessão podem ser ativadas até 11.000 contrações musculares equivalentes a exercícios intensivos de Kegel. A evidência clínica atual sugere que a estimulação magnética realizada através deste tipo de cadeira melhora significativamente a continência urinária nas mulheres, especialmente quando combinada com um treino ativo dos músculos do pavimento pélvico. Proporciona maior controlo, força e confiança desde as primeiras sessões.
Laser CO₂: regeneração do tecido vaginal
A incontinência urinária pode causar limitações significativas na vida diária das mulheres, sobretudo depois dos 50 anos. O laser fracionado de CO₂ promove a formação de colagénio, melhora a elasticidade dos tecidos vaginais e fortalece os tecidos pélvicos, incluindo os músculos dessa região, contribuindo para reforçar a sua função. Isto pode reduzir significativamente os episódios de perda involuntária de urina e melhorar o controlo da bexiga, traduzindo-se numa melhor qualidade de vida e bem-estar. Além disso, ajuda a melhorar a secura vaginal e o tónus dos tecidos, promovendo o bem-estar íntimo global sem desconforto nem tempo de recuperação.
Terapia Tecar: calor profundo
A terapia Tecar (Transferência de Energia Capacitiva e Resistiva) é um tratamento de radiofrequência não invasivo para a incontinência que se baseia na aplicação de calor profundo e localizado, com o objetivo de aumentar o fluxo sanguíneo, acelerar a regeneração dos tecidos e estimular a produção de colagénio e elastina nos músculos do pavimento pélvico. Ao restaurar a elasticidade e a vascularização dos tecidos, melhora a capacidade dos músculos para se contraírem e sustentarem a bexiga. Proporciona conforto, segurança e uma melhoria significativa do controlo urinário.
Em resumo, as novas tecnologias podem constituir uma ajuda eficaz no combate à incontinência urinária, através de avanços tão interessantes como a radiofrequência monopolar e bipolar, a cadeira de estimulação eletromagnética, o laser CO₂ ou a terapia Tecar. São soluções pouco invasivas e relativamente simples de implementar. Ainda assim, deverá ser o médico a determinar qual a opção mais adequada para cada pessoa, tendo em conta os sintomas, características individuais e objetivos terapêuticos.