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Correr é prejudicial para o pavimento pélvico?

Actividade física

Correr é prejudicial para o pavimento pélvico?
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Depende de muitos fatores. Fazer exercício aeróbico é muito benéfico para a nossa saúde, mas quando falamos de atividades que envolvem impacto contra o solo temos de ter em conta mais aspetos: descubra-os.


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O exercício é muito importante para a saúde. Há várias décadas que os estudos científicos têm demonstrado os benefícios do exercício aeróbico  para o sistema cardiovascular, pulmonar, metabólico, etc. Mesmo durante a gravidez recomenda-se a prática deste tipo de exercício para a saúde da mãe e do feto.

Correr é um exercício aeróbico, tal como andar de bicicleta, subir e descer escadas ou utilizar as máquinas elípticas dos ginásios. A diferença entre correr e esses outros exercícios é a pressão que se produz dentro do abdómen. O pavimento pélvico, como se situa na zona inferior do abdómen, é a estrutura que recebe toda a pressão provocada pelo impacto do nosso corpo contra o solo.

Os estudos demonstram que as mulheres que praticam desporto costumam ter um pavimento pélvico mais tonificado do que as sedentárias. Contudo, a incidência de incontinência urinária nas mulheres jovens que fazem desporto de  grande impacto é mais elevada do que nas jovens sedentárias. O facto de o pavimento pélvico estar mais tonificado não garante que não se possa ter este tipo de problemas, uma vez que há muitos mais fatores envolvidos: falta de força do pavimento pélvico, falta de tónus muscular (que é diferente), excesso de mobilidade da uretra e da bexiga, uretra que não fecha bem, atividade das fibras nervosas.

Ao correr, a musculatura pélvica recebe a pressão do impacto do nosso corpo contra o solo

Recentemente foi publicado um estudo que avaliou as diferenças do pavimento pélvico nas mulheres desportistas e nas sedentárias e concluiu que as desportistas têm mais força no pavimento pélvico, como já tinha sido demonstrado em estudos anteriores, mas também demonstram uma maior mobilidade da bexiga e da uretra em situações de aumentos da pressão dentro do abdómen. Este excesso de mobilidade pode ser um fator de risco para a incontinência e também para os prolapsos (descida dos órgãos pélvicos).

O que é que é necessário avaliar antes de correr?

A pergunta que deveríamos fazer a nós próprias é se as mulheres que integraram a rotina de correr de forma regular na sua vida diária estão sujeitas a problemas de pavimento pélvico, já que não é a mesma coisa praticar desporto de elite e de competição ou desporto como lazer e para melhorar a saúde geral. Nesse sentido, para determinar se correr pode ser benéfico ou nocivo para o pavimento pélvico há que ter em conta vários aspetos:

  • Como está o seu pavimento pélvico?
  • Quanto esforço faz ao correr? Ou seja, qual é a intensidade do exercício?
  • Durante quanto tempo corre?

É diferente descer uma montanha a correr ou correr num local plano, a um ritmo lento. E correr durante uma competição ou correr para passear, relaxar e descontrair. Devemos ter em conta que o pavimento pélvico pode encontrar-se numa situação vulnerável, devido a gravidezes e partos anteriores, a obstipação crónica ou a características genéticas, já que os genes determinam a qualidade dos nossos tecidos. Tudo isso pode significar que correr a uma intensidade ligeira-moderada num terreno plano e durante 20-30 minutos talvez não coloque problemas a mulheres que tenham o pavimento pélvico em bom estado, mas existe sempre a possibilidade de causar um prolapso ou incontinência.

Por essa razão, é importante examinar o estado do pavimento pélvico antes de iniciar uma atividade de impacto. Um profissional especializado, após examiná-la, poderá aconselhar se é preferível utilizar a bicicleta ou as máquinas elípticas dos ginásios em vez de correr.

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