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Não haverá violinos, mas também não haverá dramas: bem-vinda à solidão que se escolhe e se desfruta (sem ficar fechada em casa)

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Não haverá violinos, mas também não haverá dramas: bem-vinda à solidão que se escolhe e se desfruta (sem ficar fechada em casa)
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A solidão escolhida é o novo poder feminino, porque neste século a mulher já pode dormir na diagonal e decidir sobre a sua vida sem necessidade de anel, compromissos ou destino partilhado. Optar por viver sozinha não significa encerrar-se nem ficar para trás a nível social. Pelo contrário, pode ser o caminho mais rápido para uma existência plena, empoderada e de verdadeiro privilégio.




Durante mais tempo do que gostaríamos, ensinou-se às mulheres que o interessante da vida começava quando surgia “ele”. Sem casamento, não havia final feliz. Deixou-o escrito, com toda a ironia, a maravilhosa Jane Austen em Orgulho e Preconceito, quando afirmou que “é uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma grande fortuna necessita de esposa”. O que a frase não dizia, mas se subentendia, era que nesse cenário a parte mais frágil era claramente a mulher. Ela é que estava necessitada. Duzentos anos depois, felizmente, o panorama mudou.

Em pleno século XXI, a solidão escolhida é vista como uma forma de empoderamento feminino. Com independência económica e alheias a convenções sociais obsoletas, há cada vez mais mulheres a decidir viver ao seu ritmo, sem parceiro estável. A solidão escolhida, sob um novo enquadramento, não é a saída digna por não se ter encontrado ninguém, mas o caminho assumido perante uma opção melhor: seguir o próprio compasso. A própria agenda, as próprias decisões, os próprios desejos e objetivos. Longe de ser uma tragédia grega, pode transformar-se na melhor das comédias românticas, desde que o romance seja entre si e os seus sonhos.

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