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O que é e para que serve a eletroestimulação?

Incontinência

Senhora bem-estar
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O que é exatamente e como ajuda a resolver patologias do pavimento pélvico?


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A estimulação neuromuscular é feita através de um dispositivo que emite impulsos elétricos com o auxílio de elétrodos colocados perto da zona a tratar. Na uroginecologia, é usada uma sonda que se coloca no interior da vagina. Portanto, antes de equacionar um tratamento deste tipo, é necessário fazer uma revisão ginecológica para descartar qualquer infeção vaginal. Também não se pode fazer durante a menstruação.

Dependendo do objetivo pretendido, a corrente usada varia quanto à frequência (número de impulsos elétricos por segundo), intensidade (velocidade do fluxo de corrente) e amplitude do impulso (tempo de passagem da corrente em cada impulso).

Os objetivos que se pretendem alcançar em uroginecologia resumem-se a três:

  • Inibição vesical.
  • Ativação muscular.
  • Analgesia

Tratamento da hiperatividade vesical ou incontinência urinária de urgência

Se a alteração de hábitos ou os fármacos não foram eficientes para resolver problemas de incontinência, poderemos recorrer à eletroestimulação. Os impulsos elétricos inibirão as fibras nervosas responsáveis pelas contrações involuntárias do músculo detrusor da bexiga, que causam a urgência urinária e o maior número de vezes que precisamos de ir à casa de banho urinar. Isto é, a paciente depois das sessões costuma aumentar a capacidade vesical, reduzir o número de micções por dia e, além das perdas de urina, controlar a intensidade da urgência urinária.

Nos últimos anos a via vaginal tem estado a ser substituída pela eletroestimulação do nervo tibial posterior, uma forma menos invasiva e mais cómoda. Este nervo é um nervo originado nas raízes lombossacras onde conflui com o centro parassimpático sacro-medular, que controla a micção. Assim, estimulamos este centro de forma indireta através do nervo.

Para obter resultados satisfatórios é necessário uma sessão semanal de 20-30 minutos durante 12 semanas.

Treino da contração voluntária. Fortalecimento da musculatura do pavimento pélvico

Pacientes com incontinência urinária de esforço, incontinência anal por causa da descida da tonicidade do esfíncter anal e dano residual pós-parto e/ou prolapso genital leve-moderado podem beneficiar de um programa de estimulação muscular via vaginal.

Nestes casos, a forma mais eficaz parece ser a mistura de um estímulo elétrico que ativa o músculo, proprioceção (observação ou tomada de consciência da contração muscular secundária do estímulo elétrico) e exercício ativo, isto é, que a paciente responda sobrepondo uma contração voluntária semelhante à percebida. Trata-se de aprender a contrair a área muscular do pavimento pélvico com a ajuda da corrente. Uma nota importante! A eletroestimulação passiva não é tão eficaz.

Desta forma, acelera-se bastante a obtenção de contrações ativas voluntárias e facilita-se o trabalho ativo nos programas de fortalecimento da musculatura do pavimento pélvico.

Neuroestimulação elétrica transcutânea (TENS) para tratamento da dor

Há estudos que demonstram a libertação de endorfinas depois da aplicação da corrente transcutânea. Em suma, estimulando o nervo pudendo podemos ativar os circuitos neurológicos responsáveis pelo controlo da dor perineal. A resposta de cada paciente varia em função do tipo de dor e de lesão a tratar, bem como do estado emocional e das esperanças depositadas no tratamento. Em cerca de 30% dos casos de dor, a paciente melhora por efeito placebo.

De todas as formas, o tratamento costuma ser complementado com outros procedimentos, como massagem miofascial ou técnicas instrumentais: diatermia (calor) ou punção seca, entre outras.

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