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Cuidado com os “truques mágicos” dos influencers!

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A Internet está cheia de conselhos para todos os gostos, mas devemos recebê-los com pensamento crítico. Contraste toda a informação que recebe com fontes de confiança antes de partilhar.


É indubitável que as redes sociais trouxeram muitas coisas boas. Por exemplo, ajudam a conectar pessoas de todo o mundo e a obter uma grande quantidade de informação em poucos segundos. Mas não se esqueça que nem tudo o que encontra na Internet é verídico nem está cientificamente comprovado.

Muitas vezes, tendemos a acreditar de pés juntos no que dizem as pessoas que admiramos nas redes sociais e, graças a isso, há influencers que ganham muito dinheiro. Mas tenha presente que, em temas de saúde, a fonte mais fiável é o seu médico.

Partilhamos aqui sete conselhos para gerir bem a relação com as redes sociais, saber escolher os/as influencers que nos podem proporcionar informação de qualidade e não ter surpresas em matéria de saúde:

1. Cuidado com o poder de persuasão dos influencers

Recentemente, o país vizinho assistiu a um sucesso curioso: a procura de uma marca específica de toalhetes faciais utilizados para tratar o acne aumentou imenso. O repentino interesse foi causado por vídeos publicados nas redes sociais por influencers com milhares de seguidores.

Recomendavam um produto que requeria prescrição médica e a legislação espanhola restringe precisamente a publicidade destes medicamentos, uma vez que o seu uso indiscriminado pode provocar problemas de saúde. Por vezes, tende-se a apresentar um produto de saúde como se fosse um frasco de perfume ou leite em pó. E não nos damos conta.

Outro caso é o da atriz Gwyneh Paltrow, que foi multada por publicidade enganosa ao recomendar (e vender) uns ovos de pedra que se introduziam na vagina, dizendo que eram para regular o ciclo menstrual, prevenir o prolapso uterino  e para melhorar o controlo da bexigaNenhum destes benefícios estava validado cientificamente.

Vivemos tempos em que uma celebridade parece ter mais autoridade que alguém com um título certificado. Inclusive as empresas de atendimento médico já estão a utilizar rostos conhecidos para promover seguros de saúde, produtos farmacêuticos ou alimentos supostamente benéficos para a nossa saúde.

2. Contraste toda a informação que recebe

Os influencers costumam falar de aspetos físicos e estilo de vida. E aqui a saúde (camuflada de mil maneiras diferentes) é um filão. Recomendam de maneira habitual aos seus seguidores que utilizem produtos que na verdade só deveriam ser receitados por profissionais de saúde credenciados. Falamos de pomadas para infeções, tratamentos para a herpes ou acne, critérios sobre como tomar xaropes contra a gripe e muito mais.

O nosso conselho é procure uma segunda opinião, sempre de um profissional de saúde.

3. Não deixe que as redes sociais a impeçam de viver uma vida real

É um facto: passamos demasiado tempo ao telemóvel a ver o que fazem e dizem os demais. Efetivamente, o excesso de redes sociais pode impedir-nos de viver uma vida real plena.

Utilizar a Internet para obter informação é um bom meio, mas sempre que não se converta num vício que nos tire tempo para o que realmente importa: cuidar da nossa saúde mental, emocional e física para podermos viver com paixão. Isto significa, dormir bem, fazer exercício pela manhã, comer de forma saudável, cultivar relações pessoais…

4. Atenção ao embrulho e ao marketing

As redes sociais e os influencers costumam apresentar um aspeto imponente. O que queremos ter. É a perfeição, é o marketing.

É bastante comum assistir a um pôr do sol retocado no Photoshop. Mas, por outro lado, contemplar fotos manipuladas em matéria de saúde para demonstrar (teoricamente) a efetividade de um produto ou tratamento pode ser muito perigoso.

5. Existem muitas dificuldades para eliminar conteúdos duvidosos

Às vezes, surpreende verificar a forma como um conteúdo, que foi demonstrado ser falso ou inexato, permanece na rede. E isto acontece porque muitos motores de busca ou redes sociais funcionam com a burocracia própria de um ministério.

Se as autoridades sanitárias detetam um conteúdo pernicioso, informam os responsáveis destas empresas e estes, claro, comprometem-se em rever a situação. Mas podem passar meses ou até anos para que a avaliação fique concluída. Entretanto, essas mensagens ou vídeos continuam na rede à disposição de milhões de utilizadores.

6. Aprenda a identificar conteúdos patrocinados

É cada vez mais comum haver empresas (também da área da saúde) a pagar a influencers e celebridades para difundir conteúdos que lhes são propícios. Embora esteja regulado, estes patrocínios são muitas vezes encobertos. Apresentam-se como informação quando na verdade é publicidade.

O patrocínio das redes sociais não pode apenas induzir o erro sobre a eficácia de um produto, pode também confundir os internautas sobre a prevenção contra efeitos adversos.

O nosso conselho: se o conteúdo é patrocinado, há a obrigação de o indicar no post. Procure hashtags como #ad, #anúncio, #conteúdopatrocinado.

7. Apenas o médico deve decidir sobre a sua saúde

É muito bom utilizar as redes para nos mantermos informadas. Mas é ainda melhor aprender a detetar o que é marketing e o que é informação real. E, claro, deve seguir sempre esta máxima: a única pessoa que deve decidir sobre a nossa saúde é o profissional de saúde. Qualquer decisão deve passar por ele.

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