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‘Viagra feminino’: tudo o que precisa saber

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O ‘viagra feminino’ é realmente eficaz? Para quem é indicado? Quais são os seus efeitos secundários? Respondemos às suas dúvidas.


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O chamado transtorno do desejo sexual hipoativo, coloquialmente ‘diminuição da libido’ é um problema complexo no qual intervêm fatores biológicos, hormonais e psicológicos, e é uma queixa frequente nas consultas ginecológicas.

Perante a estes casos, é muito importante avaliar, além dos condicionantes fisiológicos, os que são de origem social, do casal ou psicológicos que podem bloquear a satisfação sexual. Se o seu ginecologista não encontra nenhuma disfunção fisiológica, o passo seguinte é procurar o apoio de um psicólogo para que este a ajude a conhecer-se melhor e a despertar os sentidos.

Como opção farmacológica (sem conjunto com uma revisão ginecológica e acompanhamento psicológico) a FDA aprovou o primeiro e único tratamento indicado para o desejo sexual hipoativo em mulheres pré-menopáusicas: a Flibanserina, 100 mg, também conhecida como o ‘viagra feminino’.

Este fármaco atua no receptor de um neurotransmissor, a seratonina, e consegue equilibrar 3 neurotransmissores no córtex cerebral (noradrenalina, dopamina e seratonina). É necessário tomá-lo diariamente durante quatro semanas para começar a notar os seus efeitos.

Ensaios médicos realizados a mais de 5 mil mulheres pré-menopáusicas com transtorno de excitação sexual generalizado concluíram que as que tomaram ‘viagra feminino’ aumentavam o número de ‘eventos sexuais satisfatórios’ em apenas 0,5-1 por mês quando comparadas com as que tomavam placebos, mas 25% de estas mulheres conseguiram um aumento de mais de 4 eventos sexuais satisfatórios.

Entre os possíveis efeitos secundários inclui-se a sonolência (por isso deve ser tomado ao deitar), hipotensão e síncope. Não é recomendável consumir álcool porque faz com que o risco destes efeitos secundários aumente, e pode haver interações medicamentosas com alguns medicamentos como antibióticos ou antifúngicos.

Não serve para todos os casos

O ‘viagra feminino’ é uma opção que não é isenta de efeitos secundários, ainda que para esses 25% das mulheres que respondem a ele de forma positiva e o tolera, é bem-vindo para melhorar a qualidade da sua vida sexual. No entanto, não é indicado para a diminuição do desejo sexual após a menopausa, pelo que neste caso a terapia hormonal de substituição poderá ser uma opção.

É necessário avaliar cada caso e situação de forma individual, pelo que recomendamos-lhe que consulte o seu médico para que este averigue qual o tratamento mais adequado para o seu caso.

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